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Câmara Arcoverde 31/05/2019

ATA DA 1ª (PRIMEIRA) SESSÃO SOLENE DO 2º (SEGUNDO) TRIMESTRE DE 2019, EM 31 (TRINTA E UM) DE MAIO DE 2019 (DOIS MIL E DEZENOVE).

Aos trinta e um dias do mês de maio de dois mil e dezenove, às dezenove horas, na Câmara de Vereadores, estiveram presentes para a 1ª (sessão solene) do segundo trimestre do ano de 2019. A solenidade foi realizada para a entrega da medalha Cardeal Arcoverde ao Cícero Gomes da Silva e ao grupo Samba de Coco Trupé, além de prestar homenagem ao professor Henry Pereira.  O grupo Samba de Coco Trupé é composto por, além do Senhor Cícero: Maria José de Souza Silva (Cantora e esposa do senhor Cícero), Jairene J.F de Espíndola (Backing Vocal), Edneuton J.B da Silva (Percursionista), Cícero Araújo da Silva (percursionista), Fábio Francisco da Silva (percursionista), José Iris F. da Silva (percursionista), Bruna S. de Lima Souza (Dançarina), Eudes Diego de S. Oliveira (Dançarino), Diogo V. de S. Oliveira (Dançarino), Bruno César Lima de Souza (Dançarino), Fagner de Souza Silva (Dançarino e Produtor), Maria Heloísa (Dançarina), Amanda do Amaral Oliveira (Produtora e fotógrafa) e José Felipe Rodrigues Gomes (Backing Vocal). Estiveram presentes os (as) seguintes vereadores (as): Geraldo Vaz Cavalcanti, Luíza Margarida de Jesus, Cleriane Alves de Lima Freitas, Zirleide Monteiro Cavalcanti Torres, Cybele Gomes Cavalcanti Britto, João Batista Stampini Alves de Souza, João Heriberto Ouriques da Silva, Everaldo de Lira Cavalcanti, Wevertton Barros de Siqueira e pela presidente do Poder Legislativo, vereadora Célia Almeida Galindo. A secretária de Cultura e Comunicação Tereza Padilha esteve presente e representou a Prefeita. Estiveram presentes também: Cleber Araújo (representante do COCAR – Coletivo Cultural de Arcoverde), Djaelton Quirino (representando a Estação da Cultura) e Maria Moura que prestou homenagem ao professor Henry Pereira.  A sessão foi declarada aberta com as palavras da presidente que cumprimentou os presentes, agradeceu aos veículos de comunicação presentes. Lembrou que a sessão havia sido inicialmente planejada para a entrega da medalha no dia 16/05, porém o assassinato do professor Henry Pereira e o vínculo que ele tinha com o grupo Trupé, tornou inviável a entrega da medalha naquela ocasião. Por isso, foi combinado com o homenageado, Sr. Cícero Gomes, a data 31/05 para homenagear o grupo e, ao mesmo tempo, o professor Henry Pereira. A palavra foi passada ao cerimonialista ADRIANO FERREIRA. Agradeceu a todos os presentes, membros da imprensa e convidou o Sr. Cícero Gomes e Maria José para compor a mesa. Leu o histórico do Sr. Cícero que aos 15 anos de idade entrou para o grupo Samba de Coco Raízes de Arcoverde e, após a morte de Ivo Lopes, passou a ser o vocalista do grupo, que à época foi liderado por Lula Calixto. Em 2009, deixou o grupo e, aconselhado pelo locutor Adriano Souza, criou, no dia 02 de maio, o grupo Samba de Coco Trupé de Arcoverde. No mesmo ano, o grupo já se apresentava nas festividades juninas de Arcoverde. Em 2013, o grupo lançou seu primeiro disco “Vamo para lá... Não deixa o coco parar”. Em seguida, vieram as participações nos festivais de inverno de Garanhuns. Em 2019, o grupo comemorou seus 10 anos de existência, as festividades se iniciaram com café e prosa na Casa 60+ no dia 02/05. No dia 04/05, ocorreu o projeto café e cena com a participação de vários artistas da cidade. Lembrou que Arcoverde era a capital brasileira do samba de coco e que, o dia 31/05, celebrava-se o dia municipal do samba de coco. A palavra foi repassadaà Presidente CÉLIA GALINDO. Salientou o tamanho e importância da cultura para Arcoverde e se disse surpresa em perceber a pouca divulgação do dia municipal do samba de coco. Falou da tristeza com a perda do professor Henry Pereira. Lembrou que em 1989, justamente quando se discutia a Lei Orgânica, a cultura começou a ser discutida no Município. Expressou as dificuldades em se fazer cultura com poucos recursos e falou ser preciso que a cultura fosse valorizada a tal ponto que os artistas não precisassem se humilhar por recursos. Lembrou da árdua busca para que o teatro municipal permanecesse nas mãos da secretaria de cultura. Falou da luta para que o cinema não fosse vendido e para que a estação de trem permanecesse com aqueles que trabalhavam com teatro. Ao falar ao Sr. Cícero Gomes, mostrou-se feliz em prestar a homenagem e que ele e o grupo eram o motivo e os donos da solenidade. Ao passar a palavra a Márcia Moura, lembrou da parceria dela com o professor Henry. MÁRCIA MOURA. Iniciou sua fala com uma frase que o professor Henry costumava expressar “é preciso olhar o mundo com a visão de uma mulher”. Falou que o professor atuou em diversas causas pelas minorias entre elas: GLBTI, Sem Terras, Sem Teto, Quilombolas, pelos diversos grupos indígenas. Falou um pouco sobre os pais de Henry e o início dele como comerciante e depois como educador. Relatou o quanto ele fora responsável pela valorização da estação da cultura, sendo um de seus fundadores. Lembrou os tempos em que ele atuou com os quilombolas. Ressaltou a importância de Henry para a cultura municipal quando ele passou a trabalhar na Secretaria Municipal de Cultura. Expressou que todos aqueles que conheceram Henry, haviam sido impactados pelo carisma dele. Disse que Henry estará muito bem representado no discurso e na apresentação do Sr. Cícero com o Grupo Trupé. Por fim, pediu a todos que aplaudissem Henry de pé. Em seguida, a palavra foi dada a TERESA PADILHA. Mostrou-se emocionada com as palavras de Márcia Moura acerca de Henry e que a perda dele fora sentida por todos. Falou que homenagear Henry no mesmo momento de entrega de Medalha ao Sr. Cícero Gomes era bastante oportuno. Corroborou as palavras da edil Célia quanto às lutas enfrentadas pelos que atuam na cultura desde do final dos anos 80 e nas dificuldades em fazer cultura com a falta de recursos. Falou sobre a necessidade dos grupos artísticos do município em se organizarem para que não viessem a perecer. Comentou que o polo das artes no São João passará a se chamar de “Polo das Artes Henry Pereira”.Em seguida, a palavra foi dada a DJAELTON QUIRINO. Disse que falar de seu Cícero seria como identificar o município. Falou sobre a necessidade de se respeitar os grandes mestres da cultura, principalmente no aspecto financeiro, pois muitos deles viviam com dificuldades. Pontuou a importância de Dona Maria para os artistas do município. Pediu por melhorias para a classe artística, citando como exemplo a melhoria de camarins para uma melhor preparação dos artistas. Em seguida, a palavra foi dada a CLEBER ARAÚJO. Lembrou que, há 8 anos, existia o projeto das sextas culturais. Parabenizou o Sr. Cícero pela homenagem e enfatizou que no momento em que o país estava desprezando a cultura, a Câmara de Vereadores a valorizava. Comentou a importância da existência de um conselho de cultura para o debate e o fomento de políticas públicas. Pediu ao Poder Legislativo uma lei na qual fossem reconhecidos os patrimônios vivos do Município. Falou que o Sr. Cícero era “a voz do coco”, desejando-lhe tudo de bom. Desejou a todos um bom São João e convidou a todos para a caminhada do Forró.Em seguida, a palavra foi dada a CÍCERO GOMES. Iniciou agradecendo a Deus por tudo que recebeu em vida. Falou que se sente feliz e orgulhoso daquilo que fazia. Relembrou os tempos com Ivo Lopes e Lula Calixto, lembrando que eles também mereciam uma homenagem igual. Disse que em 04/05 esteve com Henry em grande parte do dia e lembrou que ele esteve feliz, e lembrou que a vida era imprevisível.Falou do orgulho em representar o município em outras cidades do país e até mesmo no exterior. Pediu ao poder público que não permitisse a morte da cultura do samba de coco. Comentou orgulhosamente sobre o fato de sua música ter sido cantada nos Jogos Olímpicos de 2016. Expressou sobre sua felicidade quanto aos seus familiares e aos seus companheiros de arte e cultura. Disse que só tinha a agradecer a todos, família, cultura, vereadores e a presidente Célia Galindo. Depois dos discursos, deu-se a entrega das medalhas e do quadro em homenagem ao Sr. Cícero Gomes pela presidente Célia Galindo. Em seguida, os outros edis entregaram medalhas aos outros membros do Grupo Trupé. Célia agradeceu a todos citando uma frase de Leonardo da Vinci “Tudoo que é belo morre no homem, mas não na arte”. Ninguém mais fez uso da palavra. A Presidente deu por encerrada a sessão, agradeceu a presença de todos e convidou-os para a próxima sessão que ocorrerá em 03 de Junho. Nada mais a ser deliberado na Ordem do Dia eu, Hallyson Dennis Bento Minervino, secretário Ad-hoc para esta sessão, redigi e digitei a presente ata, a qual será transcrita por Orlaní Limeira Silva Lima.